Imitações da Vida a tocar... Bethânia a tocar... Ou será a declamar? Na verdade, não me importa a resposta. Importa-me a solidão a me devorar... A devorar-me a alma... O coração... A mente... Enfim, a devorar-me o corpo por inteiro.
Corpo a guardar... Guardar segredos. Segredos de outros corpos... Corpos que vieram... Vieram e experimentaram-me... Experimentaram-me... Provaram meus sabores... Alguns, gulosos, experimentaram-me um pouco mais e mais... Outros, tímidos, experimentaram-me... Saciaram-se e... Partiram... Há, ainda, outros, esnobes, que temeram experimentar para não ansiar por mais... E, infelizmente, há aquele cuja presença não me foi presenteada (ainda???)... Por esse, ainda espero... Os outros. Ah, os outros, esses já se foram...
E, por terem ido, eis-me aqui a dialogar com a solidão. Solidão inimiga! Inimiga fiel! É a única a acompanhar-me. A acompanhar-me por quase todos os meus momentos quotidianos.
Sair?! Sim! Curtir a vida! Como quisera eu! Contudo, nem esse prazer ser-me-á dado nesta noite. Noite enegrecida pela corrente gélida por Zéfiro mandada.
Oh, Zéfiro, porque mandais para nós seus sopros, os quais deveriam ser mandados à Região Nórdica, no seio da doce Gaia?
Gaia, por favor, não permita que seus parentes brinquem conosco, meros mortais.
Sim, meros mortais somos. Na verdade, sou. E reforço minha mortalidade através de sintagmas, sentenças que bem retratam minha distância do Doce Olimpo. Principalmente, ao dizer que morro de frio. Morro de tédio. Morro de impaciência...
Se, ao menos, Morfeu, o doce deus do sono, me tomasse em seus braços e por vales quentes e felizes me levasse... Aí, sim, poderia esquecer-me da dor a invadir-me a alma. Dos amigos que preferiram o calor de seus lares à minha companhia... E, principalmente, esquecer-me do vento frio de Zéfiro a cortar-nos os lábios. E, quiçá, esquecer-me de que, aqui dentro, acompanham-me a esfiha de tomate seco com ricota, o copo de coca-light e o CD da Bethânia.
À propósito, levantar-me é preciso. Hei de trocar o CD e viver... Nem que seja ao sonhar...
Venha Morfeu! Afaste-se Zéfiro com seus ventos gélidos! E brinquemos por todo o corpo de Gaia!
Gente,
Que frio é esse? Realmente, esse texto retrata como estou me sentindo. O escrevi ao som de Bethânia. Com ela docemente recitando, declamando, cantando Pessoa e várias de suas músicas.
Como quisera estar longe de casa nesse momento. Gostaria de estar vendo gente. Comecei hoje meu ínfimo recesso oferecido pela cultura: de hoje até quinta que vem! A solidão, minha doce companheira, há de acompanhar-me nele. Difícil ver meu futuro de forma diferente!
Admito que não posso reclamar muito da vida! A vida me tem dado presentes ótimos!
A Cultura me deu novos e maravilhosos amigos. Outros amigos estão chegando! Pena que alguns amigos de outrora paracem me esquecer. Inclusive, anseio por saber da reação de um amigo meu sobre a minha orientação sexual. Ele ainda não sabia, por isso, no dia dos amigos mandei-lhe uma carta convidando-lhe a ler o fingindo e vivendo. Espero que ele me aceite. Ele faz parte da minha vida. Contudo, se ele não me aceitar, significará que eu, na verdade, não faço parte da dele.
De resto, acho que é só! Anseio encontrar a pessoa que virá ajudar-me a esquivar-me desse vento gélido de Zéfiro. Enquanto isso não acontece, que Morfeu me acalme e não me deixe afastar de meus sonhos mais íntimos por encontrar o doce Amor, a doce personificação de Eros e, preferencialmente, que ele venha com Psiqué!
Inté a próxima,
Leo



Queridos Amigos,
Quisera eu, hoje, ser capaz de encontra todas as palavras necessárias para agradecer a cada um de vocês por um dos dons mais especiais na minha vida: O CALOR DA AMIZADE!!
Contudo, sei que jamais serei. Só tenho duas palavras: MUITO OBRIGADO!!
Nem sei o que seria de mim se não fosse por vocês.
Que Deus abençoe a cada um de vocês!
FELIZ DIA DOS AMIGOS!!
Do Bobão,
Leo
O TEMPO
Não apresses a chuva,
Ela tem seu tempo de cair e
Saciar a sede da terra.
Não apresses o pôr do sol,
Ele tem seu tempo de anunciar
O anoitecer até seu último raio de luz.
Não apresses tua alegria,
Ela tem seu tempo para
Aprender com a tristeza.
Não apresses teu silêncio,
Ele tem seu tempo para de paz após
O barulho cessar.
Não apresses teu amor,
Ele tem seu tempo de semear mesmo
Nos solos mais áridos do teu coração.
Não apresses tua raiva,
Ela tem seu tempo para diluir-se
Nas águas mansas da tua consciência.
Não apresses o outro,
Pois ele tem seu tempo para
Florescer aos olhos do Criador.
Não apresses a ti mesmo,
Pois precisas de tempo para
Sentir tua própria evolução!
Genteeeeeeeeeeeeeee,
Recebi esse texto por carta de um amigo meu. Amigo um pouco afastado.
O texto veio até numa hora necessária. Preciso pensar nisso. Pena que ele não tenha mandado a fonte. Será o primeiro texto aqui publicado sem acesso nenhum à fonte original.
Depois de tanto pensar a minha vida, resolvi sair um pouco do armário. Em especial, do armário do fingimento.
A foto que vocês vêem aí embaixo foi tirada na Parada Gay de Copacabana, este ano, em 27 de junho. Estão três pessoas especialíssimas na minha vida: André - o escritor do blog Pequenas Redomas: www.pequenasredomas.blogger.com.br, Nathara - minha afilhada doidinha e Martha - minha comadre pra frentex, mãe da Nathy.
Isso aí! Sou gay! Sabem, como quisera que as coisas fossem um pouco mais sutis. Contudo, não é fácil! Tenho sofrido tanto por causa disso. Ainda tem gente que diz que ser gay é questão de escolha. Bem, eu não escolhi bosta nenhuma. Se eu pudesse escolher, optaria por uma vida mais fácil.
Como é complicado encontrar alguém que me queira no mundo gay. As pessoas só vêem a minha gordura. Não querem nem saber que aqui bate um coração. Ou o pior, só querem transar...
Sabem, depois voltamos a conversar sobre esse tópico!
Inté a próxima,
Leo

Gente,
Minha vidinha, como vocês devem saber é marcada por várias decepções amorosas; encontros e desencontros. Em relação às amizades, completamente o oposto. Amo meus amigos e eles me amam, também!
Hoje, recebi um e-mail de minha migonaaaaaaaa e ídola Sil. E ela me pediu para que eu a publicasse aqui no blog. Eis-lo. É em relação aos preços absurdos dos cinemas em todo o nosso país.
Vamos boicotar. Quem quiser, pode copiar e publicar ou mandar em qualquer lugar.
finalmente, uma boa causa...
LÉO, divulgue no seu blog, vamos participar!!!
Cai num domingo, último dia do meu breve recesso!
Mas... não irei ao CINEMA!!!
BEIJINHOS! Sil.
========================================
Vamos repassar????
Gente, R$ 15,00 para assistir um filme é um absurdo!
Precisamos fazer algo.
As empresas de cinema de Brasília e de outros Estados
estão lucrando
exageradamente. Os preços dos refrigerantes e da pipoca
são um assalto. Para
termos uma idéia, um casal numa saída ao cinema gasta,
em média, R$50,00!
Mesmo para quem paga meia entrada, o preço fica nas
alturas!
Sem contar os 10 minutos de propaganda comercial antes
dos trailers. Se tem
alguém patrocinando por que não barateiam? Podemos
estar diante de um cartel
pois os preços praticados não variam de uma empresa
para outra. Sendo assim,
no dia 1º de agosto, não vá ao cinema. Passeie no
shopping, lanche, saia com
os amigos, passe em frente ao cinema mas... NÃO VÁ AO
CINEMA. Queremos pagar
um preço justo! Participe dessa campanha em benefício
de todos! Você que
paga meia lembre-se: quanto menor o valor da inteira,
melhor!
Internautas, divulguem, participem!
Obs: Isso pode servir não só para Brasília, vamos fazer
acontecer em todos
os estados onde os preços estão abusivos!!!!
Ah, já que me pediram a tradução do que eu havia escrito, eis-la aí:
Algum dia, talvez, eu seja capaz de saber o porquê...
Saber o porquê que eu não posso ser amado,
Saber o porquê que eu não acho a pessoa certa
(não há pessoas perfeitas nesta "merda" de mundo)
A pessoa certa que possa ser capaz de olhar dentro dos meus olhos
E não dizer uma única palavra, mas me fazer ouvir "Eu te amo!"
Como ainda não fui capaz de fazê-lo,
Acabei de desistir de minha procura pelo amor,
De minha procura pela pessoa certa
Portanto, minha procura para dividir
Minha vida com alguém que possa me querer!!!
A verdade é que
Eu sou um monstro!
Ninguém jamais me amará!
E, nunca mais, apaixonar-me-ei!
E se eu o fizer, de novo, por favor, matem-me,
pois eu desejava estar morto e
e deseja não ter nascido!
Desculpem-me por esse texto. Ele não tem nada de poético, eu sei!
Só o escrevi porque precisava desabafar com alguém. Realmente, agora, gostaria de nunca ter nascido.
Não gostaria de ver minha vida se esvaziando pela enésima vez.
Para os que conhecem minha história completamente, sabem que na vida amorosa, até hoje, só levei porrada do destino. Namoro que acabou porquê a sogra não queria. Namoro que acabou por traição - Mc Donald's e etc.
Nunca na vida, de forma sincera, consegui olhar dentro dos olhos de alguém e ver estampado um "Eu te gosto!"; "Eu te amo!", jamais cheguei a delirar com tal possibilidade.
Hoje, por mais que me faça sofrer, dou adeus às minhas tentativas em descobrir o amor. Infelizmente, já descobri o que eu anseava: Ele não existe! Pois que assim o seja! Desisto e não sofro mais!
E que viva a frieza do mundo.
Só sinto pena de ter escrito esse texto por um motivo. Se a pessoa que me deu açaí o ler, vai achar que é sua a culpa disso. Juro, não é! A culpa é da vida que só me tem dado porrada.
Não mais lutarei com a vida! Ela que seja feliz!
Anular-me-ei!
Amor, não venha! Encontrarás a porta fechada.
Leo
Someday, maybe, I'll be able to know why...
To know why I can't be loved,
To know why I can't find the right person
(there's no perfect people in this bloody world)
The right person who may be able to look into my eyes
And don't say a single word but make me listen to "I love you!"
As I haven't been able to do it so,
I've just given up my search for love,
My search for my Right person
Thus, my search for sharing
My life with someone who may want me!!!
The truth is
I'm a monster!
Nobody will ever love me!
And never ever shall I fall in love again!
And if I do it again, please, kill me,
for I wish I were dead and
I wish I hadn't been born!
ACABOU O AÇAÍ!!!

Meu coração acelera! Minha sexta-feira promete muita coisa! Há uma neblina de mistério no ar.
Provarei mais do açaí? Bem, hoje, ao chegar à minha casa, vi uma cena lindíssima: várias folhas voando ao leo impulsionadas por um vento a marcar a mudança de temperatura que está para chegar.
Que a mudança não seja apenas em nível de temperatura, mas ao nível de minha vida.
Fico por aqui.
Inté a próxima,
Leo
p.s.: outra foto roubada do blog do André, cujo endereço está aí na página.
Vale a pena visitá-lo. O outro endereço é do Fabricio que estudou comigo no Pré-vestibular.
Se alguém quiser indicar link, mande-me-los e publicá-los-ei.
Amor,
Qual a sua forma?
Existe uma roupaça certa?
Quem é capaz de definir
Se certo ou errado é?
Com certeza, não eu!!
O Amor bate à minha porta!
Abri-la? Fechá-la?
Deixá-la entreaberta? Trancá-la?
Opto por abri-la!
E eis que o Amor me chega com sabor de Açaí.
Açaí, que antes me era insonso,
Agora, domina meu ser.
Beijo sabor Açaí.
Açaí sabor Beijo.
Como quisera que, de seus lábios,
Escorregasse o Açaí e chegasse a meu corpo,
Transformando-me em sua tigela.
E que a colher se fundisse em sua língua.
Com sua língua, anseia o meu desejo,
Percorreria todo o meu corpo,
Reensinando-me o prazer,
Por mim já esquecido.
Por favor, Amor, Venha!
E traga-me o Açaí!

Gente,
Até eu me surpreendi com o texto que eu mesmo escrevi! Eita Literatura Erótica.
Realmente, tenho motivos para escrevê-lo. Odiava açaí! Agora, eu o adoro!
Um dia, conto para vocês!!!
Inté a próxima,
Leo

Gente,
Essa foto foi "roubada" do blog do meu amigo André. Ela é fantástica, não é?
Vejam bem! Reparem cada detalhe! Ela é capaz de criar um texto silencioso!
Prestem atenção para onde o cara está olhando! E, mais ainda, aonde ele está sentado!
(Re)vendo essa foto, parei para pensar. E pensando cheguei à conclusão de que não posso mais ficar exigindo nada da vida. Preciso olhar para as estrelas sobre as quais estou sentado e, a partir daí, viver feliz.
Bem, vou ficando por aqui.
Inté a próxima,
Leo
Falhas
(Martha Medeiros)
Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco é ela estar
localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno
da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e
grandes terremotos de tempos em tempos. Você está mui faceiro
caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a
Golden Gate, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo
sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá
acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e
isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas.
Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem
fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É
fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com
personalidade, um vinco na testa que as caracterize. Pessoas, como
cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuírem máculas.
É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio,
uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto
que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um
rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser
previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser
insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino,
ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir
desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e
errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer
nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser
generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém
não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de
apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros
esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas,
portanto podem surpreender.
Falhas. Agradeçamos as nossas, pois é o que nos humaniza diante da
vida.
(Autora: Martha Medeiros - Livro: "Montanha Russa")
Gente,
Tenho muito a agradecer a uma amiga minha. Foi ela quem me mandou esse texto da Martha Medeiros. Eu, simplesmente, o amei.
Eu o pus por aqui por alguns motivos. Primeiro, Plata Quemada me fez ver que a perfeição não existe! É preciso aceitar as pessoas como elas são e, dessa forma, ser capaz de descobrir o verdadeiro amor.
Segundo, a vida começa a me aprontar uma. Por enquanto, a mantenho em segredo. Não é em relação ao amor,mas em relação ao Viver!
Vou ficando por aqui.
Ah, vejam Plata Quemada.
Inté a próxima,
Leo

Dois olhares se encontram;
Dois lábios se buscam;
Dois corpos se fundem e,
Juntos, formam
Um só corpo,
Um só desejo;
Uma só libido;
Uma só alma.
E, desse encontro, um novo encontro.
O encontro do orgasmo.
O clímax dos corpos que se amam.
Um amor que nem mesmo o transcedental há de apagar!
Só me pergunto por quê?
Por que não posso encontrá-lo?
Por que não posso tocá-lo?
Amá-lo? Beijá-lo?
Enfim, por que não posso eu encontrar o Amor?
Será que ele existe???
Resposta, venha!!!

Gente, essa coisinha acima (podem chamar de texto, se o quiserem) foi imaginada e criada no ônibus enquanto ia para a Cultura. Fui, admito, inspirado pelo MARAVILHOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO filme "Plata Quemada". O filme é extraordinário! Vale à pena assisti-lo!
Ah, como quisera poder trocar olhares, como os que trocaram Angel e El-Nene na cena final do filme. Aquilo sim é Amar e Ser Amado em Retorno!!!
If only I could Love and Be Loved in Return!!!! Only in my dreams.
Desculpem-me pela frase em inglês, mas eu precisava dela. Ela é capaz de traduzir o que estou sentindo.
Bem, vou ficando por aqui. Beijos e Abraços,
Inté a próxima,
Leo


Sonho impossível
Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma
sensível voava ao sabor do vento, quando, certa noite, viu uma
estrela muito brilhante e se apaixonou.
Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia
descoberto o que era o amor, mas ela lhe disse friamente:
- Que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas
possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se
apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário
da mãe e se permitiu ficar, novamente, alegre com sua
descoberta e pensava:
- Que maravilha poder sonhar...!!!
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e
ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz
radiante e
demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além
da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns
metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um
pouquinho, iria terminar chegando à estrela. Desta forma,
armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância
que a separava do seu amor.
Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via
os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente
suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia:
- Estou muito decepcionada com a minha filha! Todas assuas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas
por lâmpadas! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis
e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia,
resolveu
sair de casa. Mas, como sempre acontece, ficou
marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela, mas seu coração não a
conseguia olvidar e, percebendo que a vida sem o seu verdadeiro
amor não tinha sentido, resolveu retomar sua
caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas,
quando a manhã chegava, seu corpo estava gelado e a
alma mergulhada em tristeza. Entretanto, à medida que ia
ficando mais velha, passou a prestar atenção
a tudo que via à sua volta.
Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde, provavelmente,
suas primas e irmãs já tinham encontrado um
amor. Mas, ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens
que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou
a amar cada vez mais sua estrela, porque era
ela quem a motivava a ver um mundo tão rico e lindo.
Muito tempo depois, resolveu voltar à sua casa e soube pelos
vizinhos que sua mãe, irmãs e primas haviam morrido
queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas
pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela,viveu muitos anos ainda, descobrindo que, às vezes, os
amores difíceis e impossíveis trazem muito mais
alegrias e benefícios do que os considerados fáceis,
e que se encontram ao alcance de nossas mãos.
Gente,
Recebi esse texto por e-mail. Achei tão lindo que resolvi publicá-lo aqui.
Não vou tecer nenhum comentário, pois acho que ele já está falando por si próprio!
Farei, apenas, um desabafo: Como quisera encontrar o amor! Se alguém descobrir onde ele está, por favor, não se esqueça de me avisar.
Inté a próxima,
Leo
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